quarta-feira, 26 de maio de 2010

Noticias da igreja


Querem enlamear a imagem da Igreja e do sacerdócio"


O Cardeal Julián Herranz, Presidente Emérito do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, lamentou hoje que haja "quem queira enlamear a imagem da Igreja e do sacerdócio católico", fazendo assim referência geral aos casos de abusos sexuais e em concreto aos supostamente ocorridos no centro da Congregação da Cruz Branca em Córdoba, na Espanha.

Em declarações aos jornalistas, o Cardeal Herranz manifestou que "estes casos são profundamente tristes, trata-se do crime maior que se possa cometer e possa ser cometido por um sacerdote". Acrescentou que "é uma coisa vil e é o que mais dor produz hoje em dia no coração do Santo Padre, não só pelo que supõe na vida de um sacerdote fazer uma traição assim à sua vocação, como Judas traiu no Colégio Apostólico, mas pela profunda dor do mal que produzem essas almas".

Não obstante, destacou que estes casos "corresponde a uma mínima parte de sacerdotes do mundo, já que as estatísticas não chegam a um por cento", por isso lamentou que "exista alguns que estejam tentando e, em parte, estão conseguindo, enlamear a imagem do sacerdócio católico".

Disse que se está tentando "infamar os outros 99 por cento de sacerdotes fiéis à sua vocação, que com grande generosidade e com o desejo de fazer o melhor que possam pelas almas, estão trabalhando em todo mundo e assistindo a tantas pessoas necessitadas e marginados da sociedade".

Deste modo, assinalou que "quis-se enlamear também a imagem da Igreja Católica, que tem pecadores dentro, mas a Igreja é Santa por sua origem, pelos sacramentos que administra e por sua legião de pessoas santas", entre outros aspectos.

Por isso, sublinhou que "é muito bom que não se queira enlamear a imagem do sacerdócio católico com a imagem da Igreja, que é Santa, com estes crimes detestáveis de umas pessoas que traíram Deus".


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por
ACI Digital

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Espiritualidade: Espírito Santo

Intensifiquemos o nosso clamor: Vinde, Espírito Santo!
Somos cheios do Espírito quando nos colocamos a serviço!
Chegar à Solenidade de Pentecostes é celebrar a plenitude da Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, Sua vitória sobre o pecado e a morte, ao vir sobre a Igreja reunida se cumpre à promessa de Jesus: “Ao tomar a refeição com eles, deu-lhes esta ordem: 'Não vos afasteis de Jerusalém, mas esperai a realização da promessa do Pai, da qual me ouvistes falar, quando eu disse: 'João batizou com água; vós, porém, dentro de poucos dias sereis batizados com o Espírito Santo'" (cf. Atos 1,4-5). Quando o Espírito Santo vem sobre a Igreja reunida com Maria e os Apóstolos, ela vive no seu nascimento, na Solenidade de Pentecostes, a plenitude da Páscoa, que os fez testemunhas da vida nova, e isso pode acontecer hoje comigo e com você.

Ao receber o Espírito Santo não devemos monopolizá-Lo, Ele não é um Dom somente para nós, nem somente para a Igreja, Ele é um DOM para todos. O Espírito Santo que nós recebemos e juntamente com Ele os Dons e Carismas, que são manifestações d'Ele, são para que imediatamente nós nos coloquemos a serviço, a serviço da Igreja e dos irmãos. Por isso, a experiência com o Paráclito aconteceu em comunidade, nunca com uma pessoa sozinha, pois Ele é o animador e santificador da comunidade dos cristãos, da Igreja. É impossível fazer uma experiência com o Espírito de Deus fora da comunidade, esse foi o ambiente escolhido pelo Pai e por Jesus, é o ambiente adequado para que Ele [Espírito Santo] venha e nos faça irmãos, servos e testemunhas do Evangelho.


Nós não somos monopolizadores do Espírito, somos "difusores" d'Ele. Por isso, o recebimento do Espírito Santo só é autêntico para quem se coloca a serviço, este, sim, O recebeu e O dá de maneira abundante, como o fez Jesus, como o fez Maria e os apóstolos. Não seja monopolizador do Espírito, eu não sou “a pessoa inspirada”, “o inteligente”, “o cheio de dons”, não! É possível reconhecer se somos cheios do Espírito Santo quando nos colocamos a serviço dos irmãos, aí vamos dar provas de que somos pessoas conduzidas por Ele.


É hora de intensificarmos nosso pedido: Vinde, Espírito Santo! Vinde sobre nós pessoalmente. Vinde sobre toda a Igreja. Vinde sobre toda a cristandade. Nesta semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, vinde sobre nós católicos, sobre os ortodoxos, sobre os evangélicos. Vinde sobre a humanidade inteira. Rezemos clamando nestes dias de preparação para a Solenidade de Pentecostes pelos sete dons do Espírito de Deus: SABEDORIA, INTELIGÊNCIA, CONSELHO, FORTALEZA, CIÊNCIA, PIEDADE E TEMOR DE DEUS:


DOM DA SABEDORIA

“Mal podemos compreender o que está sobre a terra, dificilmente encontramos o que temos ao alcance da mão. Quem, portanto, pode descobrir o que se passa no céu? E quem conhece vossas intenções, se vós não lhe dais a Sabedoria, e se do mais alto dos céus vós não lhe enviais vosso Espírito Santo? Assim se tornaram direitas as veredas dos que estão na terra; os homens aprenderam as coisas que vos agradam e pela sabedoria foram salvos” (Cf. Sb 9,16-18).


Vinde, Espírito de sabedoria! Instruí o meu coração para que eu saiba estimar os bens celestes e antepô-los a todos os bens da terra.


Oração: Ó Deus Todo-poderoso, concedei-nos o Dom da Sabedoria, a fim de que cada vez mais gostemos das coisas divinas e, abrasados no fogo do vosso amor, prefiramos com alegria as coisas do céu a tudo que é mundano e nos unamos para sempre a Jesus, sofrendo tudo neste mundo por amor. Por Jesus Cristo, vosso Filho na unidade do Espírito Santo.


DOM DA INTELIGÊNCIA

“Sabemos que aquele que nasceu de Deus não peca; mas o que é gerado de Deus se acautela, e o maligno não o toca. Sabemos que somos de Deus, e que o mundo todo jaz sob o maligno. Sabemos que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento para conhecermos o Verdadeiro. E estamos no Verdadeiro, nós que estamos em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna”. (1 Jo 5,18-20).


Vinde, Espírito de Inteligência! Iluminai a minha mente Para que entenda e abrace todos os mistérios da fé e mereça alcançar um pleno conhecimento Vosso, do Pai e do Filho.


Oração: Ó Deus, concedei-nos o Dom do Entendimento, para que pela luz celeste de vossa graça, bem entendamos as sublimes verdades da salvação e a doutrina da santa religião. Por Jesus Cristo, vosso Filho na unidade do Espírito Santo.


DOM DO CONSELHO

“Ouve os conselhos, aceita a instrução: tu serás sábio para o futuro. Há muitos planos no coração do homem, mas é a vontade do Senhor que se realiza” (Pr 19,20-21).


Vinde, Espírito de Conselho! Assisti-me em todos os assuntos desta vida instável, torna-me dócil às inspirações e guiai-me sempre pelo caminho dos divinos mandamentos.


Oração: Ó Deus, concedei-me o Dom do Conselho, tão necessário em tantos passos melindrosos da vida, para que sempre escolhamos o que mais vos agrada e sigamos em tudo vossa divina graça. Por Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


DOM DA FORTALEZA

“Demais, para que a grandeza das revelações não me levasse ao orgulho, foi-me dado um espinho na carne, um anjo de satanás para me esbofetear e me livrar do perigo da vaidade. Três vezes roguei ao Senhor que o apartasse de mim. Mas ele me disse: 'Basta-te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força'. Portanto, prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo. Eis por que sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido por amor de Cristo. Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte” (II Cor 12,7-10).


Vinde, Espírito de Fortaleza! Fortalecei o meu coração em todas as perturbações e adversidades e dai à minha alma o vigor necessário para resistir ao pecado e ao maligno.


Oração: Ó Deus, concedei-nos o Dom da Fortaleza, para que desprezemos todo o respeito humano, fujamos do pecado, pratiquemos as virtudes da fortaleza com santo fervor e afrontemos com paciência e mesmo com alegria de espírito os desprezos, prejuízos e perseguições. Por Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


DOM DA CIÊNCIA

“Ó Senhor, nosso Deus, como é glorioso vosso nome em toda a terra! Vossa majestade se estende triunfante, por cima de todos os céus. Que é o homem, digo-me então, para pensardes nele? Que são os filhos de Adão, para que vos ocupeis com eles? Entretanto, vós o fizestes quase igual aos anjos, de glória e honra o coroastes. Destes-lhe poder sobre as obras de vossas mãos, vós lhe submetestes todo o universo. Ó Senhor, nosso Deus, como é glorioso vosso nome em toda a terra”! (Sl 8,2. 5-7. 10).


Vinde, Espírito de Ciência! Fazei-me ver a vaidade de todos os bens caducos deste mundo, para que não use senão para vossa glória e salvação de minha alma.


Oração: Ó Deus, concedei-nos o Dom da Ciência, para que conheçamos cada vez mais a nossa própria miséria e fraqueza, a beleza das virtudes e o valor inestimável da alma e para que sempre vejamos claramente as ciladas do demônio, da carne, do mundo, a fim de evitá-las. Por Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


DOM DA PIEDADE

“Recomenda esta doutrina aos irmãos, e serás bom ministro de Jesus Cristo, alimentado com as palavras da fé e da sã doutrina que até agora seguiste com exatidão. Exercita-te na piedade. Se o exercício corporal traz algum pequeno proveito, a piedade, esta sim, é útil para tudo, porque tem a promessa da vida presente e da futura” (I Tm 4,6. 8).


Vinde, Espírito de Piedade! Vinde morar no meu coração e inclinai-o para a verdadeira piedade e santo amor a Deus.


Oração: Ó Deus, concedei-nos o Dom da Piedade, para que aprendamos a amar-vos como nosso Pai e a todos os homens como nossos irmãos. Por Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo.


DOM DO TEMOR DE DEUS

“Meu filho, se acolheres minhas palavras e guardares com carinho meus preceitos, ouvindo com atenção a sabedoria e inclinando teu coração para o entendimento; se tu apelares à penetração, se invocares a inteligência, buscando-a como se procura a prata [...], então compreenderás o temor ao Senhor, e descobrirás o conhecimento de Deus, porque o Senhor é quem dá a sabedoria, e de sua boca é que procedem a ciência e a prudência” (Prov 2,1-6).


Vinde, Espírito de Temor de Deus! Repassai a minha carne com o vosso santo temor, de modo que tenha sempre Deus presente e evite tudo o que possa desagradar aos olhos de vossa divina majestade.


Oração: Ó Deus, concedei-nos o Dom do Santo Temor, para que sempre nos lembremos com suma reverência e profundo respeito da vossa divina presença, e evitemos praticar tudo quanto possa vos desagradar. Por Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.



Deixe suas intenções em comentários e rezemos sem cessar: Vinde, Espírito Santo!

Fonte: Padre Luizinho (Com. Canção Nova)

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Espiritualidade Mariana


Maria Medianeira

A conduta das três pessoas da Santíssima Trindade, na encarnação e primeira vinda de Jesus Cristo, é a mesma de todos os dias, de um modo visível, na Igreja, e esse procedimento há de perdurar até à consumação dos séculos, na última vinda de Cristo.

Deus Pai ajuntou todas as águas e denominou-as mar; reuniu todas as graças e chamou-as Maria. Este grande Deus tem um tesouro, um depósito riquíssimo, onde encerrou tudo que há de belo, brilhante, raro e precioso, até seu próprio Filho; e este tesouro imenso é Maria, que os anjos chamam o tesouro do Senhor, e de cuja plenitude os homens se enriquecem.


Deus Filho comunicou a sua Mãe tudo que adquiriu por sua vida e morte: seus méritos infinitos e suas virtudes admiráveis. Fê-la tesoureira de tudo que seu Pai lhe deu em herança; é por ela que ele aplica seus méritos aos membros do corpo místico, que comunica suas virtudes, e distribui suas graças; é ela o canal misterioso, o aqueduto, pelo qual passam abundante e docemente suas misericórdias.


Deus Espírito Santo comunicou a Maria, sua fiel esposa, seus dons inefáveis, escolhendo-a para dispensadora de tudo que ele possui. Deste modo ela distribui seus dons e suas graças a quem quer, quanto quer, como quer e quando quer, e dom nenhum é concedido aos homens, que não passe por suas mãos virginais. Tal é a vontade de Deus, que tudo tenhamos por Maria e assim será enriquecida, elevada e honrada pelo Altíssimo, aquela que, em toda a vida, quis ser pobre, humilde e escondida até ao nada. Eis a opinião da Igreja e dos Santos Padres.


Se eu me dirigisse aos espíritos fortes desta época, tudo isso, que digo simplesmente, poderia prová-lo pela Sagrada Escritura, pelos Santos Padres, citando longas passagens em latim e aduzindo os mais fortes argumentos, que o Padre Poiré deduz e desenvolve em sua Tríplice coroa da Santíssima Virgem. Falo, porém, aos pobres e aos simples que, por serem de boa vontade e terem mais fé que a maior parte dos sábios, crêem com mais simplicidade e mérito, e, portanto, contento-me de lhes simplesmente a verdade, sem me preocupar em citar todos os textos latinos, embora mencione alguns, mas sem os rebuscar muito. Continuemos.

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Pois que a graça aperfeiçoa a natureza e a glória aperfeiçoa a graça, é certo que Nosso Senhor continua a ser, no céu, tão Filho de Maria, como o foi na terra. Por conseguinte, ele conserva a submissão e obediência do mais perfeito dos filhos para com a melhor das mães. Cuidemos, porém, de não atribuir a essa dependência o menor abaixamento ou imperfeição em Jesus Cristo. Maria está infinitamente abaixo de seu Filho, que é Deus, e, portanto, não lhe dá ordens, como uma mãe terrestre as dá a seu filho. Maria, porque está toda transformada em Deus pela graça e pela glória que, em Deus, transforma todos os santos, não pede, não quer, não faz a menor coisa contrário à eterna e imutável vontade de Deus. Quando se lê, portanto, nos escritos de São Bernardo, São Bernardino, São Boaventura, etc., que no céu e na terra tudo, o próprio Deus, está submisso à Santíssima Virgem, devemos entender que a autoridade, que Deus espontaneamente lhe conferiu, é tão grande que ela parece ter o mesmo poder que Deus, e que suas preces e rogos são tão eficazes que se podem tomar como ordens junto de sua Majestade, e ele não resiste nunca às súplicas de sua Mãe, porque ela é sempre humilde e conformada à vontade divina.


Se Moisés, pela força de sua oração, conseguiu sustar a cólera de Deus contra os israelitas, e de tal modo que o altíssimo e infinitamente misericordioso Senhor lhe disse que o deixasse encolerizar-se e punir aquele povo rebelde, que devemos pensar, com muito mais razão, da prece da humilde Maria, a digna Mãe de Deus, que tem mais poder junto da Majestade divina, que as preces e intercessões de todos os anjos e santos do céu e da terra?


No céu, Maria dá ordens aos anjos e aos bem-aventurados. Para recompensar sua profunda humildade, Deus lhe deu o poder e a missão de povoar de santos os tronos vazios, que os anjos apóstatas abandonaram e perderam por orgulho. E a vontade do Altíssimo, que exalta os humildes (Lc 1, 52), é que o céu, a terra e o inferno se curvem, de bom ou mau grado, às ordens da humilde Maria, pois ele a fez soberana do céu e da terra, general de seus exércitos, tesoureira de suas riquezas, dispensadora de sua graças, artífice de suas grandes maravilhas, reparadora do gênero humano, mediadora para os homens, exterminadora dos inimigos de Deus e a fiel companheira de sua grandezas e de seus triunfos.

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MONFORT, São Luís M Grignion, Tratado da Verdadeira Devoção

terça-feira, 20 de abril de 2010

Juventude...



Jonh Lenon?!! Britney Spears?!!
Evangelização
20-04-2010


Olhando para um passado, não muito distante, encontramos uma das figuras mais conhecidas das últimas décadas, o líder beatle Jonh Lenon.

Olhando para o presente, reconhecemos outra personalidade, talvez no mesmo patamar de notoriedade do beatle, a “mulher mais sexy do mundo”, Britney Spears.

Jonh Lenon, em sua época, foi um dos ícones do rock in roll e da revolução sexual, num tempo em que o movimento hippie se declarou ao mundo, buscando “paz e amor”, não de forma plena, mas em pequenos fragmentos: libertinagem, drogas, sexo sem compromisso com o outro, a prática do prazer pelo prazer. Enfim, quem não conhece a tão polêmica música “Imagine”? Jonh Lenon foi um ídolo cultuado em sua época, e ainda hoje na memória de muitos.

Britney Spears... Votada através da Internet, foi eleita “A Mulher Mais Sexy do Mundo”.

Você lá sabe o que é isso? Se não sabe, saiba que é muita... muita coisa! Em um mundo que preza a beleza física acima de tudo, você pode ter certeza que ela atingiu o topo.

A partir daí começamos a ver algumas relações entre o beatle e a cantora.

Os dois são ídolos de tempos diferentes, sustentados sobre valores diferentes, um na liberação do prazer e da rebeldia, outro no culto ao corpo, na fantasia.

Jonh Lenon deixou seu legado até os dias de hoje. Os Beatles foram um dos maiores fenômenos da mídia de todos os tempos. Pessoas ficavam ensandecidas diante deles. Todos vimos imagens de garotas que aparavam, com a boca, a saliva beatle da sacada dos hotéis. E um exemplo a ser seguido, dado por eles, em retribuição aos fãs, era o uso de drogas. Quantas pessoas não seguiram, da mesma maneira, as idéias de liberação sexual pregadas pelo ídolo Jonh?!

Britney Spears (não sei se ela sabe) tornou-se um símbolo da cultura em que vivemos: prazer, beleza e aceitação, através da fama, acima de tudo. Seu casamento relâmpago, a supervalorização do seu corpo e o seu beijo em Madonna, são exemplos concretos, dados por ela, para a nossa juventude, já que ela está sujeita a tomar, impelida pela mídia, Britney Spears como espelho.

Apurando um pouco o olhar, podemos facilmente ver que os dois são expoentes máximos de épocas distintas.

O jovem sempre procurou, em todas as épocas, um espelho. Porém, poucas vezes se deu conta de que o espelho só pode refletir o que está diante dele, ou seja, se você está diante de um espelho, a imagem que você quer ver, claro, é a sua. Mas, se você usar Britneys ou Lenons como espelho, a imagem que você vai conseguir será Britneys ou Lenons, nunca será a sua.

Devo afirmar que não tenho nada contra a pessoa dos dois, ambos descobriram dentro de si força, perseverança, determinação e talento que os fizeram sobreviver a tantos momentos de dificuldade durante a vida. Mas seus valores não devem servir de espelho para a juventude.

O mundo de hoje está repleto de ídolos fabricados, que tentam suprir os nossos sonhos, transferindo os nossos desejos para coisas que, na verdade, se mostram, com o tempo, ineficazes, que não satisfazem, que apenas iludem os nossos anseios. Recebemos pequenas doses de satisfação, que nos fazem esquecer das inquietações reais que habitam dentro de nós.

O único espelho que refletirá você mesmo será Cristo.

Esse Espelho não irá mostrar características de outros, mas apenas as suas. Só Ele conhece você, a ponto de poder mostrá-lo para si mesmo, fazendo com que você não apenas se veja, mas saiba do que você é feito e do que é capaz. Isso fará com que você possa buscar seus próprios ideais e sonhos, não os da Britney Spears ou os de Jonh Lenon, mas os seus, que depositados em Deus serão, sempre, mais altos e mais profundos.

Por isso, é preciso que o jovem de hoje passe a viver a realidade e não desperdice seu tempo, sua juventude, sua vida e grandeza passeando por um mundo enorme de espelhos, que ora aparecem, ora desaparecem, e nunca refletem a realidade, o sentido do existir, o motivo pelo qual somos e fazemos. Um olhar ao redor, de dentro para fora, fará mudar a nossa vida.

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por Kalil Werner
Revista Shalom Maná - Ed. Shalom

quinta-feira, 15 de abril de 2010


O Esposo de nossas Almas
Espiritualidade
15-04-2010


Acabo de rezar pela milionésima vez seu poema “Formosura”. É inevitável lembrar-me do que dizia Pe. Caetano, lá pela década de 70: a graça especial do Novo Pentecostes na Igreja abriu para o leigo comum as portas da oração mística. Na época em que ele pregou sobre isso, lembro-me que fiquei apavorada, por que, para mim, oração mística significava estigmas, sofrimento, doença, humilhação e muito sangue derramado. Depois, aos poucos, fui aprendendo que tratava-se do que hoje chamamos “oração profunda” e, em honra a você, “oração aos moldes de Teresa”. Hoje, mais de vinte e cinco depois da palestra, a gente vai vendo que você, Teresa, tinha razão: pela vida de oração, pela oração profunda, pela oração que é vida, que é conversa contínua de amizade com Deus, a gente vê que Ele, de fato, é a

... formosura que excede toda formosura. A gente vê que não há ninguém no mundo que seja tão “formoso” quanto Deus. Sabe, Teresa, esta palavra hoje está meio esvaziada de sentido, mas, rezando, a gente percebe o que você quis dizer: não há ninguém tão belo, tão verdadeiro, tão pronto para perdoar, tão acolhedor, tão livre, tão feliz, tão aberto, tão sem preconceitos, tão alegre, tão misericordioso, tão, tão ... formoso, quanto Deus. Ele, de fato,

... sem ferir, “faz” dor em toda criatura. Olha, Tê (posso chamá-la assim, não é?), o conceito de “dor” também está meio deturpado e grandemente fora de moda. O homem de hoje foge léguas de toda dor, seja física, psicológica, espiritual... Mas, quando a gente reza, como você recomenda tantas vezes, a gente entende que esta “dor espiritual” é a dor de desejar a Deus sempre mais, de desejar corresponder ao Seu amor, de contemplar sua “formosura” e desejar unir-se a Ele, de contemplar seu ser amor e desejar ser amor com Ele e, por outro lado, não ter como possuí-lo, pois Ele sempre está além, de não ter como unir-se a Ele até quando Ele queira, de desejar ver-nos livres de nossa fraqueza, mas esperar que Ele nos liberte e “sofrer” que Ele nos dê a vitória na luta constante contra nós mesmos para sermos, como Ele, sempre “sim”. Não é de espantar que Ele, a Formosura, “faça dor” em nós, criaturas, que, com “dor-prazer” O desejamos sempre mais desejar e possuir. Para ajudar, como você disse, Ele

... desfaz sem dor o amor das criaturas. Não precisa se preocupar. A gente entende que você está falando em amar qualquer pessoa, coisa, animal, plano, opinião, e, em especial a nós mesmos acima de Deus. A gente sabe o quanto você tinha amigos fiéis e bons e o quanto os amava, mas, como eram bons amigos, levavam-na a amar a Deus acima deles. É bonito ver como você amou a Deus acima de tudo e de todos, acima do que pensavam, do que queriam que você fizesse, do que opinavam sobre seus mosteiros, suas fundações. Você, Teresa, de fato, compreendeu sua missão e amou a Deus acima de tudo e de todos, acima de você mesma, acima dos muitos amigos que você tinha. Seu amor às criaturas era relativo. O absoluto era o amor a Deus. Com certeza, era por causa do

... laço que assim junta duas coisas desiguais. Claro! Com certeza foi a ação do Espírito Santo. É nítido, na sua história, como você se abriu à ação Dele sem reservas e, assim, levando você a amar a Deus acima de tudo e de todos, inclusive e especialmente você mesma, Ele juntou duas coisas desiguais como você e Deus. Sabe, Tê, como você mesmo ensina, isso só é possível pela oração, pela vida de oração. Acho que, daí do céu, você consegue ver muito bem como é difícil a gente rezar, recolher-se, refletir, meditar, hoje em dia. Precisa rezar muito por nós, Tê. Porque, veja bem: sem uma oração que seja amizade sincera com Deus, o Espírito Santo, o Laço, não tem como juntar duas coisas tão desiguais como Deus e nós. Acaba o espírito do mundo, do amor às coisas, ao dinheiro, ao trabalho, a nós mesmos, atraindo e laçando (no mau sentido) a gente, prendendo a gente a si mesmo e, assim, fazendo com que a gente fique cada vez mais longe de Deus. Sem rezar, Tê, não dá, você sabe. E, como você mesma ensina, não há nada que Deus queira mais do que nos ter junto a Ele, e o caminho é a oração. Sei bem que é por isso que você pede que o Espírito Santo que

...não desate o que ata. Por favor, querida Teresa, continua, aí no céu, a fazer esta oração. Pede muito ao Espírito que não desate o que atou com o Novo Pentecostes, com o nosso Batismo no Espírito, com a nossa primeira experiência com Deus, com os nossos compromissos e votos. Precisamos muito, muito mesmo, da sua oração. Não é fácil “manter acesa a chama” no mundo de hoje, diante de tantos apelos e desafios, diante de tantas investidas do inimigo. E, olha, como você sabe, sem oração, não há como manter acesa nenhuma chama de amor a Deus, nem mesmo uma pequenininha. É ilusão, como você mesmo ensina, achar que podemos passar “só um diazinho” sem rezar, sem fazer nossa Lectio Divina, pura ilusão. Para retomar a vida de oração, como você mesma testemunha, é uma batalha intensa. Deixar é fácil, mas voltar, eh, eh! Dá para entender porque você pede ao Espírito que não desate o que ata, é que

... atando, Ele dá força a ter por bem todos os males. Porque, sabe, Teresa, só com a força do Espírito e a chama viva do amor acesa pela oração constante é que a gente vai conseguir ver como vale a pena lutar por Deus, lutar pela radicalidade do Evangelho, lutar pela paz, sofrer perdas por causa de Jesus e da vontade do Pai. Assim, com a ajuda do Espírito que nos ilumina pela oração, a gente vai ver que não é um mal perder o conforto, a vida-boa, o prestígio, a juventude, a beleza, até a saúde por amor a Deus e ao seu Reino. Isso que as pessoas –e, quando está sem rezar, até a gente mesmo- chama de “males” se tornam, claramente, grande bem quando, pela oração, passamos a ver as coisas com os olhos de Deus. Por isso, pede para nós, Tê, o que você pediu para você mesma:

... junta aquela que não é à plenitude acabada. Pede a Deus que a gente viva unido, mas cada vez mais unido, mesmo, a Ele, sendo um com Ele na perfeição do amor, que só vive pela oração. Pela tua intercessão, ensina a gente que este nosso Esposo,

... sem acabar, acaba. Sem ter que amar, ama. Isto é, faz a gente entender que este nosso Amado vai burilando, moldando, esculpindo, acabando em nós sua obra de amor, bem aos pouquinhos, do jeito que a gente agüenta. Ele, que não tem nenhuma obrigação de amar a gente, mesmo assim, ama, pois que Ele só sabe amar e amar com amor gratuito, que é o único amor. Assim, como você bem disse, Ele

... engrandece nosso nada. Isso, Teresa! Você tem razão! Esta Formosura que excede toda formosura vai-nos atraindo, atraindo, atraindo, conquistando, amando, ligando, juntando, desejando, com muita eficácia, nos levar à plenitude do amor, à união consigo. Assim, Ele, que é o Tudo, nos eleva, engrandece nosso nada, fazendo-nos genuinamente felizes, acabando em nós sua obra de amor. Mas tudo isso, querida Teresa, você sabe, é fruto da oração, fruto daquele diálogo de amigo que nos torna semelhantes a quem amamos pela força do Amor desse nosso Amado. Teresa, ensina-nos, por favor, a rezar.



POR: Emmir Nogueira (comunidade shalom)

segunda-feira, 12 de abril de 2010



Misericórdia de Deus é mais forte que qualquer mal
11-04-2010


A verdadeira religião consiste em entrar em sintonia com Deus rico em misericórdia, como nos recorda o Evangelho deste domingo. Somos convidados a amar a todos, mesmo os mais distantes e inimigos, imitando assim o Pai celeste, que respeita a liberdade de cada um e todos atrai a si com a força invencível da sua fidelidade.

No discurso do meio-dia, antes da recitação do Angelus dominical, em Castelgandolfo, Bento XVI evocou o Evangelho do capítulo 15 de São Lucas, proclamado neste dia, "no mundo inteiro, onde quer que a comunidade cristã se reúna para celebrar a Eucaristia dominical".

O evangelista – referindo as parábolas da ovelha extraviada e da dracma perdida, e ainda a do pai misericordioso (normalmente identificada como "do filho pródigo") faz ressoar ali a Boa Notícia de verdade e salvação: Deus é amor misericordioso.

"Nesta página evangélica, parece quase sentir a voz de Jesus, que nos revela o rosto do seu e nosso Pai. No fundo, foi para isto que Ele veio ao mundo: para falar-nos do Pai; para O dar a conhecer a nós, filhos extraviados, e para fazer surgir nos nossos corações a alegria de lhe pertencer, a esperança de ser perdoados e restituídos à nossa plena dignidade, o desejo de habitar para sempre na sua casa, que é também a nossa casa".

As três parábolas da misericórdia, contou-as Jesus porque os fariseus e os escribas dizem mal dele, ao ver que ele se deixava abordar por pecadores, indo mesmo ao ponto de comer com eles. E então Jesus explicou-lhes que Deus não quer que se perca nem sequer um dos seus filhos e que o seu espírito exulta de alegria quando um pecador se converte.

"A verdadeira religião consiste pois em entrar em sintonia com este Coração rico de misericórdia, que nos pede que amemos todos, mesmo os que estão longe e os inimigos, imitando o Pai celeste que respeita a liberdade de cada um e atrai a si todos com a força invencível da sua fidelidade. É este o caminho que Jesus aponta aos que desejam ser seus discípulos".

"No nosso tempo, a humanidade tem necessidade que se proclame e testemunhe com vigor a misericórdia de Deus".

Bem "o intuiu, de modo profético", João Paulo II, "que foi um grande apóstolo da Misericórdia divina": "Ao Pai misericordioso dedicou ele a sua segunda Encíclica, e ao longo de todo o seu pontificado fez-se junto de todas as gentes missionário do amor de Deus. E depois dos trágicos acontecimentos do 11 de Setembro de 2001, que obscureceram a chegada do terceiro milênio, ele convidou os cristãos e os homens de boa vontade a acreditar que a Misericórdia de Deus é mais forte do que todo o mal, e que só na Cruz de Cristo se encontra a salvação do mundo".

Depois da recitação das Ave-Marias, Bento XVI recordou ainda as três beatificações que tiveram lugar nestes dias. Na manhã deste domingo, na Polônia, no santuário de Lichen, presidida pelo cardeal Tarcísio Bertone, Secretário de Estado, a do Padre Estanislau Papczynski, fundador da congregação dos Clérigos Marianos, "sacerdote (disse o Papa) exemplar na pregação, na formação dos leigos e apóstolo da oração de sufrágio pelos defuntos".

Também neste domingo de manhã, em Bordéus – recordou ainda Bento XVI – o cardeal José Saraiva Martins, Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, proclamou bem-aventurada a Irmã Maria Celina da Apresentação de Nossa Senhora, monja professa da Segunda Ordem de São Francisco. "A sua vida, marcada pela cruz, quis ser um sinal de amor a Cristo, como ela própria dizia Tenho sede de ser uma rosa de caridade".

Finalmente, o Papa referiu o Padre Basílio Antônio Maria Moreau, fundador da Congregação da Santa Cruz, beatificado nesta sábado em Le Mans, pelo cardeal Saraiva Martins. À intercessão destes novos beatos, Bento XVI confiou de modo especial os respectivos filhos espirituais, para "que sigam com ardor o luminoso testemunho destes profetas de Deus, Senhor de cada vida".

O Papa evocou também a ocorrência, neste domingo 16 de Setembro, do vigésimo aniversário da adoção do "Protocolo de Montreal", sobre as substâncias que empobrecem a camada de ozônio, provocando graves danos ao ser humano e ao eco-sistema.

O Santo Padre fez votos de que "se intensifique a cooperação de todos para promover o bem comum, o desenvolvimento e a salvaguarda da natureza criada, reforçando a aliança entre o homem e o ambiente, que deve ser espelho do amor criador de Deus, do qual provimos e em direção ao qual estamos a caminho".






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por
Radio Vaticano

sexta-feira, 9 de abril de 2010

MENSAGENS DE INTERIORIZAÇÃO


“Em tempos de tristeza e de inquietação, não abandones nem as boas obras de oração, nem a penitência a que estás habituada. Antes, intensifica-as. E verás com que prontidão o Senhor te sustentará”

Qual é a hora?